
BANDA OCEANIA ( PARTE I)
Goiânia é hoje uma referência nacional no surgimento de bandas de rock/pop no cenário alternativo. A cada dia, surgem nas garagens da capital goiana, jovens cabeludos (ou não), de brincos (ou não) fazendo um som de qualidade, sendo um oásis em meio ao deserto da música sertaneja. Há um ano e meio, Rafael (vocal), Daniela (vocal/backing vocal), Daniel (guitarra/vocal), Mateus(guitarra), Assis (bateria) e Alfredo(baixo) resolveram criar a Banda Oceania, que produz um som pop de primeira, como na sua música de trabalho Final Feliz. Com uma pegada mais light e letras comportadas, a banda tem previsão de lançar em julho seu primeiro álbum e fincar de vez o seu nome no cenário musical do Estado.
Por e-mail, o jovem vocalista Rafael Meireles bateu um papo comigo sobre a banda e sobre a sua relação com a música.
( Para conhecer ( e ouvir) a banda acesse: http://bandasdegaragem.uol.com.br/hotsite/index.php?id_banda=5626)
Como surgiu a Banda Oceania?
Há mais ou menos um ano e meio, com a união de cinco pessoas, a maioria já conhecidos entre si. Todos com uma única grande paixão: a música. A galera tem de
Com qual freqüência vocês se reúnem para ensaios e shows?
Ensaiamos no mínimo uma vez por semana e sempre rola um ensaio geral antes dos shows.
Ensaiam em garagens ou estúdios?
Sempre em estúdio, não temos um horário correto de ensaios, porque nem sempre a disponibilidade da galera é a mesma todas às vezes.
Como a música surgiu na sua vida?
Foi o mais natural possível. Mas para valer mesmo veio após os 12 anos de idade, quando vi que realmente queria fazer música.
Mas qual foi a grande influência? Como deu-se o estalo?
Para falar a verdade, por influência dos artistas que ouvia como Jota Quest, Capital Inicial, LS Jack e até Sandy e Júnior.
Quais foram os grandes momentos da Banda Oceania, que lugares merecem destaque especial para a popularização da banda?
Todos os momentos para a gente foram importantes. Desde os grandes shows, aparições em programas de televisão e casas renomadas até as apresentações
Já conseguiram formar um público fiel, fã-clube, comunidades no orkut, algo do gênero?
Temos comunidades no orkut e podemos dizer que temos um publico que nos acompanha em quase todos os shows.

BANDA OCEANIA ( PARTE II)
Já dá para ganhar algum dinheiro com a música?
Sim, mas ainda não é possível sobreviver exclusivamente de música. Mas a nossa meta é viver fazendo aquilo que a gente gosta e sabe fazer.
Como estão os preparativos para lançar no mercado o primeiro álbum da Banda Oceania? Já tem previsão?
Já sim, queremos lançar até julho no máximo. Mas tudo ainda é surpresa.
Será de forma independente ou conseguiram patrocínio, alguma gravadora que bancou o projeto?
Isso ainda não pode ser dito. Confidencial.
Falando em sonhos e planos, onde pretendem chegar com a música de vocês? Conversam sobre isso?
O nosso objetivo é a nossa realização profissional. Que a nossa musica possa ter acesso a todas as pessoas,
Goiás é conhecidamente um celeiro da música sertaneja. Acha que há espaço para um som mais pop/rock, que dispute no mesmo nível as paradas de sucesso ou acredita que a música sertaneja ficará sempre em primeiro plano nos ouvidos dos goianos? E difícil fazer rock-pop na terra do sertanejo?
É um tabu isso de Goiás ser conhecido como celeiro de musica sertaneja. O ideal seria Goiás ser conhecida como um celeiro de talentos, seja na área da musica, que é a grande maioria como na área de televisão com atores etc. Mas voltando à questão da música, o que falta é só oportunidades porque são bandas e mais bandas excelentes tanto de pop rock quanto de sertanejo. Mas como foi criado esse tabu, faltam as oportunidades.
Que outras bandas de rock-pop em Goiás você destacaria?
Alem da Oceania, claro seria Atma, Mr. Gyn, Bob Hits, Artsana, Vícius da Era, Casa Bizantina, Liga Joe, são tantas.
COISAS QUE ODEIO
cliente chato com razão, blitz policial, dor de dente, prisão de ventre, aquecimento global, goteira, paulo coelho, axé music, chuva no lombo, jiló, perder para o vasco, academia de letras, água benta, coca quente, mulher sem dente, final de novela, poeta vanderlei, steven seagal, lavar louça, murilo rosa, chá das seis, babaca na tv, queda de cabelo, bolsa de valores, uniforme, fofoca mal contada, acidente de trânsito, comentarista de arbitragem, la mano de dios, futebol goiano, chiclete com banana, acabar a gasolina, salário atrasado, cabelo na comida, fisgada na coxa, perder no dois ou um, conta de farmácia, dvd pirata com defeito, cd em saquinho plástico, bolada no saco, bbb, acordar cedo, programa do silvio santos, livro de auto-ajuda, rifa beneficente, chá de panela, três abacaxis por um real, meia furada, troco de balas, fila de supermercado, consulta no municipal, visita inesperada, mordida de cachorro, barata na cozinha, piolho, mau hálito, bêbado gentil, espetinho torrado, coriza, cólica de rins, levar bola nas costas, bingo, campanha para construir catedral, afogamento de moto, baculejo, música da marina de oliveira, religião com política, simpatia para arrumar namorado, bosta no jardim, emenda parlamentar, corte no fornecimento de energia para manutenção, micose, mamutes e bichinhos no orkut, zezé di camargo e luciano, apelido carinhoso, unha encravada, bolso furado, estrada esburacada, candidato a vereador, mascate, música sertaneja, deusas do orkut, programa de auditório, briga de rua, marcos pasquim sem camisa, limpar bolinha do mouse, palestra motivacional, roberto justus, música do vizinho, carla perez, velório na toca do leão, puxa-saco do patrão, manual de produto eletrônico, programação local na tv, paulo morsa, comercial de creme de barbear, rapaz das casas bahia, canal no dente, ponte de madeira, cheiro de vaca, bicho de pé, marcos salviano, hino do santos, fogo amigo, ar condicionado, fura-fila, idosos no banco, fumante no ônibus, exame de próstata, verba de gabinete, saco de vômito, bafômetro, promoter, carro de polícia na porta de casa, hugo chávez , aluga-se casa para carnaval, revista caras, vale a pena ver de novo, isso nunca me aconteceu antes, sexta aula, professor de matemática, pague três e leve quatro, cidade hospitaleira, piada do chefe, dor de barriga, minissaia na igreja, hábeas corpus, brincar o carnaval, som automotivo, gordura localizada, patricinha, legítima defesa, vela de sete dias, barriga de feirante, refrigerante tubaína, titulo de cidadão, horário eleitoral gratuito, cão bravo, comprar cd para ajudar, governo lula, jogo do flamengo fora de casa, sessão do descarrego, testemunha de jeová, pneu furado, espinha, ketchup na camisa, cagar na rodoviária, gravidez indesejada, anorexia, andar de bicicleta, novela mexicana, gugu liberato, rebeldemania, palavra varão, figurinha repetida, telefone celular, socialite, vizinhos, cara da tecnomania, sabão de bola, banho de água fria, picada de inseto, agulhada do ronaldo ésper, manias do roberto carlos, camarote vip, arrasta-pé, bala de pimenta, programa do datena, velocidade do carro de pamonha, comprar cueca na feira, rubinho barrichello, dst, teoria conspiratória, mãe dinah, novo affair do dado dolabella, a praça é nossa, refrigerante diet, conferir o placar do ibope, livros mais vendidos, clodovil hernandez, as panteras, jantar social, paris hilton, humor caipira, puxar o pai, aula de etiqueta social, baile do hawaí, poesia louvando a cidade, reeleição, reencarnação, missa do galo, briga de torcida, campanha eleitoral, guerra preventiva, animais em extinção, salvem a amanda, corrente no e-mail, coito interrompido, medo de ir para o inferno, salvador da pátria, elite local, eurico miranda, jogo do goianésia, greenpeace, militante político, título de capitalização, idéia luminosa, conta conjunta, orelha do livro, injeção de ânimo, quermesse, seresta no clube, enjôo de grávida, professor wallistein, gramática de adolescente no orkut, pêlo de gato, pum em sala de aula, mensagem ao vivo na porta da casa, telefonema do duarte, foguete na inauguração, fome do nordeste, intelectuais do pt, augusto cury, dia de paredão no bbb, rei da cocada preta, lona do circo na cidade, megasena acumulada, guerra santa, invasão do mst, copa do mundo no brasil, música do latino, mosquito da dengue, capinar o lote, cpi do mensalão, jibóia no pescoço, invasão da amazônia, aula de física, beijo técnico, espírito de porco, macumba, caipirinha, padaria sem pão, estado paralelo, notícia de aparecida de goiânia, morte na família, geladeira vazia, trote do vestibular, traje social, terapia do amor da igreja universal, falta de assunto no telefone, dinheiro emprestado, vazamento na pia e ter que interromper esta lista.
SUJEITO DEFINIDO
Meus olhos são dois países,
Separados oficialmente
Por um nariz aristocrático e diplomata,
Que dá sustentação política
A um rosto desprovido de regalias.
Meus braços não alteram nenhuma rotina,
Dividem em partes extremas e aparam
Um corpo construído por etapas.
Meus pés em ritmo parlamentar,
Envolvem-se com funções vazias.
Custo-me delineado a uma percepção fria.
Desnarcisado e sonhando sonhos distantes
Não percebo o passar das auroras já cansadas.
Observando-me ao fundo
Um espelho denunciador,
Inquebrável na sua sinceridade.
Escrito no distante dia 15 de janeiro de 2000.
TEXTO ESCRITO PELO EXCELENTE CONTISTA ANTÔNIO ALVES E PUBLICADO NA PRIMEIRA EDIÇÃO DO JORNAL “O PORTAL”.
FIQUEI TERRIVELMENTE ENVAIDECIDO E GRATO AO MEU AMIGO PELA HOMENAGEM. SEI QUE NÃO MEREÇO TANTO. MAS RECEBO AS PALAVRAS COMO UMA RESPONSABILIDADE GRANDIOSA.
ALÉM DE SER UM PROFUNDO ADMIRADOR DA SUA LITERATURA, TENHO POR ELE UMA AMIZADE INABALÁVEL. AMO VOCÊ MEU DOCE ATEU!
EIS A MATÉRIA NO JORNAL:
UM POETA ENTRE OS MORTAIS
“No Palácio, o rei e os príncipes dão suas gargalhadas
Sobre nós recai a saliva da alegria real.”
(Trecho de POEMA A UM AMIGO, de Anderson Alcântara).
Ele é amante das artes plásticas, de Chico Buarque de Holanda, odeia a calvície e escolheu a literatura como profissão de fé. Que se abram as cortinas, temos um grande poeta em Goianésia chamado Anderson Alcântara. Essa personalidade, nascida em Contagem (MG), não tem os holofotes da mídia, ainda não publicou livro e não foi homenageado pela Fundação Cultural, mas inegavelmente é o escritor mais apurado de nossa cidade.
Com um estilo drummondiano, Anderson consegue em um tom áspero cativar o leitor em seus mais de mil poemas. Em “As Casas” é possível observar a crítica voraz ao antimodernismo num jogo rico de palavras: Nas casas não há pessoas/São nelas que o Censo erra/Nas casas não há casas/Nas casas o nada é uma realidade/Cheia de coisas de se pegar. Entrar no universo do poeta é descobrir os mundos de além-mar, onde a fantasia e a realidade se confundem e se confraternizam poeticamente.
Anderson é redator do jornal Opinião e da rádio São Carlos FM. Foi nestes ambientes jornalísticos que se aprofundou na escrita da crônica, outra expressão literária que conduz com maestria; as palavras nos chegam simetricamente como instrumentos de orquestra como no texto “Vender a Alma ao Diabo”: Mesmo se o diabo quisesse comprar almas seria sufocado pelo mercado. A concorrência desleal de algumas instituições o relegaria a uma condição de comerciante inferior. Um ultrapassado e por isso fora do mercado. Há de se dizer que mesmo sendo cristão protestante, ele consegue escrever de forma independente sobre qualquer tema religioso, perguntado sobre isso ele diz: “a literatura não tem religião”.
O conto é mais um formato literário da predileção do escritor.
Eis o homem: Anderson Alcântara. Um personagem verdadeiro que faz da arte literária um meio de se alcançar a imortalidade. Sim, senhores, diante dele somos apenas mortais.

PORQUE CAZUZA NÃO PODE FICAR DE FORA DO MEU BLOG, EIS UM TRECHO DE UMA ENTREVISTA DE 1989, UM ANO ANTES DE ELE SER LEVADO PELA AIDS
"Eu não acho que vai haver apocalipse porra nenhuma. Não acredito em nada disso. Eu ainda vou fazer uma excursão da Challenger para Disneylândia, dar uma volta pela Inglaterra, entendeu! Nem preciso chegar na lua - A lua eu deixo para os meus netos. Eu sou muito otimista. Acho que o mundo mudou para melhor. Hoje em dia as mulheres têm a liberdade delas, existe uma outra interpretação da mulher, outra interpretação dos negros - nos Estados Unidos, pelo menos, teve, e isso é um exemplo para o resto do mundo... O mundo está caminhando para uma coisa melhor. As minorias, os gays... hoje já se fala de homossexualismo de uma maneira totalmente aberta. Conseguimos uma vida melhor. Hoje a nova geração já trepa com 15 anos. Na nossa época isso era a maior repressão. Nós trouxemos isso, essa liberdade, para eles. Está tudo mais fácil. Tá certo que pagamos um preço caro por isso. Mas está aí. Se tem poluição, por outro lado temos ecologistas. Eu acredito que vai haver um movimento tão grande, um encontro imediato, vamos encontrar outros seres, numa grande confraternização".
FILMES QUE PRECISO VER ANTES DE MORRER
É do senso comum dos colecionadores, catalogar aquelas preciosidades que pretendem obter até o fim da vida. Não sou exatamente um colecionador. Coleciono apenas lembranças, olhares e imagens. Resolvi entrar na onda e desenvolver a minha lista de coisas a fazer antes de ir desta para uma melhor. Como tenho muito tempo até o encontro com a indesejada das gentes, esbocei um pequeno menu de filmes que pretendo ver nesta vida. Toda lista que se preza é incompleta. Não quis contrariar essa verdade. A minha também será alvo de calorosas discussões oposicionistas. Momentaneamente eis os melhores filmes que eu ainda não vi:
SINDICATO DE LADRÕES
TOURO INDOMÁVEL

A NOVIÇA REBELDE

UM CORPO DE CAI

CANTANDO NA CHUVA

DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL

LARANJA MECÂNICA

2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO

...E O VENTO LEVOU

CRÔNICA
VENDER A ALMA AO DIABO
Cansei de ouvir a expressão "vender a alma ao diabo". Hoje, confesso que não acredito nela. Às vezes, no pântano do desespero, as pessoas vêem no Príncipe das Trevas o fiador para suas quase diabólicas dívidas.
Mesmo acreditando que o diabo não é brasileiro, duvido que se lance a um negócio dessa natureza. Comprar a alma deve ferir o código de ética do inferno. Seria uma punhalada na dignidade (sim, ela existe) satânica.
Como a globalização está na moda, suponhamos que deve ter chegado ao inferno. Se chegou, para um brasileiro vender a alma ao diabo (caso ele comprasse), teria alguns contratempos. Primeiro que a alma seria cotada em dólares, que dependeria do bom humor do mercado de câmbio. O negócio também poderia ser fechado, mediante relatório da Bolsa de Valores do Rio. O outro problema seriam os atravessadores. Esses cobrariam comissão de ambas as partes. 
Na Argentina e na Venezuela duvido que o diabo consiguisse exercer o seu honesto comércio. Alguém pode pensar que seria exatamente o contrário: povo quebrado, diabo financia. Errado. Seria um erro imaginar que o diabo ainda manteria seus negócios por lá depois das sucessivas crises econômicas. Não há diabo que resista às balbúrdias dos ministros da Economia daqueles países. Concluo que o diabo não acredita mais nos povos venezuelanos e argentinos.
Que o diabo possa ter comprado uma ou duas almas, tudo bem. Mas só por curiosidade. Imagino que assim como o Bill Clinton experimentou maconha - mas não tragou, o diabo deve ter apenas comprado, mas não pagou. Não acho, sinceramente, que ele vai sair por aí distribuindo caminhões de dinheiro. Se isso acontecesse, dentro de poucos meses o BCI, Banco Central do Inferno, estaria falido e o ministro da Fazenda, exonerado. E claro, o inferno chinesamente lotado e com inadiministráveis bolsões de pobreza. O diabo deve se preocupar religiosamente com a população infernária. Afinal, não quer que o inferno se transforme numa São Paulo.
A crise, fruto da Globalização deve ter pousado a sua mão sobre os ombros crespos do demo. Ninguém escapa. Dou o tiro de misericórdia em quem ainda alimenta esperanças de conseguir um financiamento: o diabo não conseguiria escapar da Receita Federal. Os impostos aniquilariam qualquer chance de negócios.
Definitivamente, o diabo não compra almas. Deve estar contente com o seu elenco ou querendo até vender algumas almas. Contenção de despesas. No último censo ele deve ter notado que nenhuma espécie está ameaçada de extinção no inferno. Tem de tudo. Comerciantes, políticos, advogados, padres, pastores e esquiadores. De pouco mesmo, só fiscais da Receita e vendedores de Plano de Saúde. O diabo tem muita dificuldade para lidar com essas duas classes.
Mesmo se o diabo quisesse comprar almas seria sufocado pelo mercado. A concorrência desleal de algumas instituições o relegaria a uma condição de comerciante inferior. Um ultrapassado e por isso, fora do mercado. A modernidade tem um quê de cruel para quem não se moderniza. As pessoas já têm uma opção a mais para vender a alma. Desde que descobriram que já existem as instituições onde se vende a alma a Deus, os corretores do diabo estão na fila do seguro desemprego. O diabo odeia admitir, mas não tem a menor chance. A crise está tão satânica que o próprio diabo deve estar com a alma à venda.

MÁRCIO CARDOSO: O REI DAS NOITES GOIANESIENSES
Quem costuma freqüentar os principais bares de Goianésia como o Scarpas, Cerveja em Pé ou Eclipse Cervejaria já se acostumou com a seguinte cena: com um violão e uma voz suave, o cantor Márcio Cardoso entoar sucessos de Djavan, Zé Ramalho e outros astros da MPB ou da música pop nacional. Sozinho ou ao lado do parceiro Daniel, Márcio tem se apresentado pelo menos uma vez por semana nos principais points locais e de cidades como Barro Alto, Ceres, Jaraguá, Uruaçu e até Brasília.
A estréia de Márcio Cardoso nos bares da vida aconteceu no dia 21 de julho de 1999, uma quarta-feira, no Scarpas Restaurante e Choperia. Ele debutou com a canção Goiás é Mais, sucesso de Moacyr Franco, gravada pela dupla sertaneja Bruno e Marrone. O convite de Edgar Caetano Rosa, proprietário do Scarpas, não surgiu por acaso. Dez dias antes, Edgar havia se encantado com uma apresentação de Márcio na Loja Maçônica Estrela do Oriente II, da qual são membros. Na ocasião, o cantor estava despedindo-se da presidência da ordem, e resolveu presentear seus pares com uma apresentação musical. Edgar o "intimou" a mostrar seu talento para um público maior, no seu restaurante, que surgia como o mais badalado ponto de encontro da cidade. Márcio vacilou num primeiro momento, mas resolveu aceitar o desafio. Foi e encantou os presentes com o seu jeito brando de cantar. Impressionou também por ser um artista com um repertório diferenciado e rico, numa terra onde reinava absoluta a música sertaneja. No menu musical do novo rei das noites goianesienses convivem em harmonia os grandes clássicos da Música Popular Brasileira e os maiores sucessos do rock nacional. E sem preconceito há ainda espaço para canções sertanejas.
Apesar de sair da toca apenas em
Se tiver uma coisa que pode ser considerada frustração na vida desse mineiro otimista é o fato de não ter tido a oportunidade de fazer o curso de Direito, seu sonho de infância. Estudou o 1º Grau no Colégio José Carrilho e o 2º Grau, no Carlos Chagas ( já extinto, onde hoje é o Maria Imaculada). Aliás, foi na época que estudava no Carlos Chagas que Márcio conheceu a mulher da sua vida. Ele tinha apenas 18 anos e foram juntos na excursão para Recife(PE). Voltaram namorando. Poderia parecer coisa de estudante. Ledo engano. Eliana e Márcio casaram três anos depois. Da união que já dura mais de 20 anos, nasceram Márcio Júnior ( 20 anos); Ana Carolina(17) e Marco Túlio(15).
Mesmo sendo uma paixão na sua vida, a música não ocupa integralmente o tempo de Márcio. Ganha a vida com uma loja de baterias e peças de automóveis. Durante muito tempo, trabalhou com o irmão Roberto, até que resolveu montar seu próprio estabelecimento. Quando sobra um tempinho nos afazeres, Márcio, ao lado dos inseparáveis violão e parceiro Daniel, ensaia o repertório, que em finais de semana, exibe em bares e eventos.
Apesar de ter nascido
Ao longo desses anos de estrada, Márcio coleciona momentos especiais. Dois deles, ele faz questão de lembrar. Num deles, em 2003, quando se apresentou junto com o cantor Pádua. Subiu ao palco, para junto com o cantor goiano, interpretar Quando Tudo é Bom. O outro momento inesquecível foi quando recebeu Almir Satter em sua casa. Juntos, cantaram e conversaram sobre a consagrada carreira do cantor, compositor, ator e violeiro. Receber elogios de Almir Satter foi para Márcio como um grande troféu. Uma consagração para o rei das noites goianesienses.
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